15 – Limite Quase Rompido

Sexta-feira. À tarde, no escritório, Lílian tivera uma súbita tremedeira, vindo a desmaiar. Após tomar um comprimido recomendado pelo Gerson, ficou deitada até o fim do expediente.

Mário atribuiu tudo isso à subnutrição. Lembrou-se também dos problemas da menina com a mãe e até os problemas do namoro. Mas sabia que ela realmente se alimentava mal: raras vezes almoçava e jantava, ingerindo mais refrigerantes, salgados e chocolates, à noite tomando um copo de leite à guisa de refeição.

Sábado. De manhã, às 9 e meia, como ia passar próximo ao escritório, Mário resolveu ver Lílian. Ela estava novamente tristinha. Alguma preocupação povoava a sua mente, de modo que só a custo ia desenvolvendo sua tarefa. Depois de trocarem algumas palavras, e quando o rapaz já se dispunha a sair, ela pediu que ele ficasse ali mais um pouco.

À noite, depois de ficarem algum tempo na varanda, concluiram que Dona Luci não ia fazer-lhes o sermão prometido. Resolveram então dar uma volta.

Retornando à casa, dispunham-se a continuar no carro ouvindo música, quando a mãe de Lílian surgiu na porta da sala. Pareceu querer chamá-los, sem contudo decidir-se a isso. A menina achou que deviam entrar na casa, e ele alegou estar com sede. Ouviu Dona Luci perguntar, na cozinha, onde estiveram; a garota respondeu que tinham ido dar uma volta. Ele soube depois, novamente na área, que a mãe lhe invectivara: “Sua desavergonhada!…” Com isto Lílian procurou o peito do namorado e começou a soluçar, baixinho e inconsolável.

Quinze minutos depois entraram no carro. Passado algum tempo chegaram às carícias, com cuidado para que de alguma fresta das janelas não os surpreendessem. Ela não chegou a grande excitação. Após um intervalo ele recomeçou a acariciar-lhe os seios, e o pênis endurecido foi tirado para fora. A mão da menina foi guiada até ele.

Mais tarde o rapaz novamente se pôs a acariciar a vagina, não conseguindo, porém, excitá-la. Afinal ele acabou ficando chateado, também porque ela não permitiu que seus dedos parassem abaixo do clitóris, alegando que doía.

*

Domingo. Várias vezes Lílian insistiu: queria que ele dissesse o que ela “fizera de errado” na noite anterior. Ela disse que passara o dia pensando nisso. Por outro lado, quando chegou, às 7 e meia, ele não estava mesmo de cara alegre nem conversador.

— Quer saber o que você fez de errado? Você não fez nada de errado.

Continuando, apresentou como causa do seu repentino aborrecimento da noite de sábado um conflito interior:

— Às vezes tenho medo de estar te prejudicando, de estar te causando traumas com essas carícias…

Ele acabou se concentrando nesse problema.

— Li, você quer que a gente pare com essas carícias íntimas?

Ela abaixou a cabeça e nada respondeu. Lágrimas então começaram a fugir de seus olhos.

— Pô, Li, outra vez?! — reprovou ele.

— Não precisa gritar comigo!… — retrucou ela.

— Eu não estou gritando com você, Li. Estou apenas chateado: por qualquer coisinha você abre a boca!…

Passados alguns minutos, já mais calma, ela justificou:

— Eu não choro porque quero, Mário!…

E então se abraçaram. Do abraço passaram aos beijos, e destes às carícias. O rapaz começou pelos seus seios. Tirou depois o pênis, levando a mão dela até ele. Lílian se pôs a excitá-lo, enquanto Mário fazia o mesmo com a vagina. Ficaram assim por mais de meia hora. Houve algumas interrupções, bruscas e curtas, até que as pessoas que passavam se distanciassem do carro. Dos olhares da casa logo ficaram protegidos pelo embaçamento dos vidros; com efeito, estava um pouco frio e só mantinham aberta a ventarola de um dos lados. Nesse período, por três vezes ele esteve a ponto de ejacular, só não o fazendo porque ele fazia a mão da menina parar por alguns segundos. Por outro lado, para excitá-la melhor, ele tinha abaixado um pouco seus jeans e a calcinha. Desta vez ela não se opôs a que os dedos descessem também abaixo do clitóris.

Finalmente pararam e se puseram a conversar.

— Mário! — disse ela em certo momento, com uma voz doce e carinhosa. — Você vai mesmo embora?

– Acho que sim, Li. Tenho quase certeza que sim.

– Você me leva junto?

O rapaz ficou um pouco indeciso, mas acabou dizendo que atualmente era contra o casamento.

— Eu não estou falando em casamento, Mário!

– E seus pais, Li? — lembrou ele — Seu pai iria ficar muito magoado com você…

Ela deu de ombros:

— Que que eu posso fazer?!…

– Lílian! — disse ele finalmente. — Eu não teria coragem de te levar assim. Eu só te levaria se estivesse casado com você.

Isto pareceu contrariá-la um pouco, mas tudo continuou bem. Conversaram ainda, sobre esse e outros temas, seriamente ou brincando. Ouviam música. Às 11 e pouco ela resolveu ir dormir, “para não abusar”, já que a sua mãe a vinha tratando um pouco melhor.

— Acho que ela está com a consciência pesada. — disse Lílian. — Até resolveu ir à missa hoje…

*

Segunda-feira. Como de costume, cerca de 6 e meia, pouco antes de Lílian sair para a escola, Mário esteve lá. Depois do abraço e beijo iniciais, ela se apressou a contar o acontecido no escritório naquela tarde. Como era o último dia em que a Larissa lá trabalharia, pois estava mudando para a capital, a Lílian teve o impulso de organizar, em segredo, uma festinha de despedida. Comprou, em seu nome e no dos outros funcionários, um presente de 320 cruzeiros (“Ia comprar um de 80, mas pensei: pô, já que vamos dar uma lembrança, é melhor que seja uma coisa boa!”), e fez os preparativos necessários. No fim do expediente a Larissa foi pega totalmente de surpresa e chegou a chorar de emoção.

— Ela disse que nunca que ia esperar uma coisa dessas, principalmente partindo de mim. Ela falou: ‘Eu pensava que ninguém gostasse de mim, por eu ser preta…”

*

Junho. Quarta-feira. Mário perguntou-lhe, animado, em que dia ela iria faltar às aulas. Lílian ponderou que também desejava estar com ele, mas não convinha despertar novas cóleras em sua mãe.

Sexta-feira. Cedendo aos pedidos da garota, o rapaz foi adiando a hora de ir buscar a marmita. Pretendia levar a menina de imediato ao colégio, mas o beijo que ela deu foi se tornando ardente e ele começou a acariciá-la. Suspendida a blusa ele bolinava os seus seios, já libertos do sutiã. Assim ficaram por uns 20 minutos. Ela estava excitada, ainda mais quando ele concentrava o movimento dos dedos no bico de um dos seios. Às 7 e 15, quando não mais era possível prosseguir, pois o prazo de tolerância da escola se esgotaria, resolveram parar. Ela mostrava um largo sorriso de satisfação.

Sábado. As excitações mútuas dever ter ocupado pelo menos 4 das 6 horas que passaram juntos. Ele não estava muito bom, com o pinto teimando às vezes em amolecer. Ainda assim, por meia dúzia de vezes chegou ao ponto de ejacular. Ao que parece, ela não chegou ao orgasmo, não lhe ocorrendo também nenhum mal estar.

Conversavam no habitual tom entre sério e farsesco:

— Li, dá para mim!

– Dar o que?!

– A sua buceta…

– Pra quê?

– Ah, eu quero por o meu pinto dentro dela…

Mas ele sentia uma sutil e imprecisa insatisfação, enquanto ela parecia, às vezes, indiferente. Entretanto, não houve atritos nem choros.

*

Domingo. À noite, Mário chegou à casa de Lílian quando eram já 8 horas. Ela estava um pouco emburrada.

— Eu detesto esperar, Mário!… — reclamou.

Logo após houve outra rusga, desta vez provocada por ele. Quando tentou dar-lhe um beliscão, ela tirou o corpo e disse, brincando: “Ô, seu viado!” Como ele estivesse um pouco aborrecido, inventou de levar a mal.

— Só por causa disto, vou ficar 10 minutos sem namorar… — disse ele, em tom cordial mas decidido.

Ela tentou beijá-lo, mas ele evitou os seus lábios, pondo-se a olhar o céu. Ela cruzou os braços, magoada. Ele foi até o carro, sozinho, ligou o tocafitas e ficou ouvindo.

— Ô! — gritou para ela. — Senta aqui!

Ela permaneceu onde estava, junto ao portão. Cinco minutos se passaram. Ele então olhou o relógio e foi até ela.

— Bom, vou deixar por 8 minutos!… — disse rindo, e envolveu-a num abraço.

Os braços dela ainda estavam cruzados. Ele viu o rosto emburrado e achou graça.

— Agora é a sua vez de ficar 10 minutos sem namorar, né?

E em seguida:

— Será que você não deixa por 8?

Ela ainda tentou resistir, mas quando ele procurei os seus lábios, eles acabaram por se abrir.

No carro, depois, não retomaram os exercícios penosos de outras vezes. Limitaram-se a se excitar mutuamente. Aberta a blusa e libertos os seios, ele a bolinava. O pênis logo foi retirado e ela se ocupou dele. Daí a pouco, estando os seus seios bem abaixo do peito do rapaz, pois ela estava quase deitada, ele fez que o pênis percorresse sua superfície e brincasse com as tetinhas. Sensações agradáveis pareciam estar percorrendo o corpo da moça.

Depois disso ela tomou o pênis na mão direita e tombou a cabeça sobre o colo do rapaz. E ficou observando o pênis, a poucos centímetros de seu rosto. Satisfeita a curiosidade, voltou para o seu banco.

Continuaram as carícias por quase duas horas; ele excitava a vagina e ela o pênis. Tendo chegado várias vezes à beira do orgasmo, ele se perguntou se havia motivos para evitar a ejaculação. Decidiu que não e, tirando um rolo de papel higiênico do portaluvas, arrancou uma folha. Quase no ápice, porém, a irmã dela chegou de carro com o namorado, parando a alguns metros deles. Eles então se compuseram às pressas.

Às 11 horas se despediram.

*

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