18 – Porre e Intimidades

Quinta-feira. Houve na República, à noite, um churrasco de carneiro. Juntamente com a carne, pão e mandioca, circulavam cerveja e pinga. Lá pelas 11 horas, por causa da “mania de acompanhar” os outros, Mário já havia ingerido uma quantidade assustadora de graspa e, principalmente, Ypioca. A turma que sobrou resolveu descer até a Zona.

Ficaram na Casa Verde, Mário com a Talita, e o Bruno com outra mulher. Enquanto estava de pé, na república, tudo bem. Lá no quarto da Talita, porém, ao estender o corpo se viu envolvido por uma semi-inconsciência. Algum tempo depois, já se sentindo mal, vomitou. Com isso melhorou um pouco, mas não o suficiente para levantar-se. Por insistência da mulher, tirou a roupa e manteve relações sexuais com ela. Após alguns minutos, voltou a vomitar. Veio-lhe depois um novo período de semi-inconsciência, e então dormiu, só acordando no outro dia, às 7 horas. O Bruno também pousara lá e foi quem dirigiu o carro de volta.

Sexta-feira. Mário “passou mal” o dia todo. De manhã tomou um copo de leite, pois se sentia fraco; mas passadas 2 horas, acabou vomitando-o. Aí pediu para chamarem o farmacêutico, que lhe aplicou uma injeção de Ornitargin. O Pedro não estava em situação melhor que a dele, e também nele foi injetado o medicamento.

À noite ele já estava bom, apenas um pouco fraco; só comera, lá pelas 4 horas, um pequeno sanduíche de pão e queijo.

Às 6 e meia foi à casa da Lílian. Contou o que acontecera, exceto a sua ida à Zona. Ele queria ir buscar as marmitas mais cedo, pois como faltara no almoço a mulher poderia supor que ia fazer o mesmo à noite. A Lílian, porém, não o deixou ir; quis que ele ficasse com ela até findar o prazo de tolerância do colégio. Ficaram a princípio na varanda, depois um pouco à frente e afinal no carro. Quando a sua mãe e as suas irmãs já haviam saído, intensificaram os jogos amorosos. Ele descobriu os seios da moça e acariciou-os com ardor. Ela, por sua vez, o masturbava. Mas ele não estava em boa forma, e não ejaculou.

*

Julho. Sábado.

— E o Nélio, gostou das duas fitas, Júlia?

— Aquelas que eu dei pra ele? Ele disse que eu tenho muito bom gosto. Não sei, o Nélio está por fora de tudo, não conhece as músicas novas… Sabe, Mário, ele não tem muita cultura!

— É, mas tem um bom papo, não tem?

— Ah, às vezes. Tem hora que a gente fica sem assunto. Outra coisa: ele fala muito de serviço, e eu não gosto…

Estavam chegando de volta à casa.

— Esse é um ponto em que ele é o contrário de você: você gosta de ler. Ele não lê nada! Disse que nunca leu um livro na vida dele!

— Ah, Júlia, mas isto não é defeito. Mesmo assim ele é muito legal!

— Ah! outra diferença entre vocês: ele adora festas, sair, estar no meio de muita gente. Ele não namora no carro porque acha que a minha mãe não gosta muito, e também por causa da mãe dele.

— Bom, eu, de minha parte, nunca perguntei a minha mãe se ela gosta ou não!…

Riram, e aí a Júlia saiu do carro.

— Vamos entrar também? — disse ele a Lílian.

Ela concordou.

Ficaram na sala de estar por mais de 1 hora. Lá estava, de início, a Dona Luci; depois chegou o Nélio, que se juntou a Júlia. Todos assistiam televisão, um programa monótono. Lílian e Mário só podiam se beijar. Quando o outro casal se levantou para sair (ia a uma festa de aniversário), aproveitaram para “ir beber água”. Sairam depois “para ver a Lua” e para o carro.

Logo de início começaram a se acariciar. Ele excitava os seus seios, e depois a sua vagina, e ela se ocupava com o pênis. Mário não pretendia ejacular, pois era sua intenção tentar um contato direto dos órgãos sexuais. Olhando o pequeno espaço e suas posições, entretanto, não viu como chegar a esse resultado. Acresce que era cedo e sempre passava gente. Deixou então que ela o masturbasse até a ejaculação. Continuou, depois, a excitar a sua vagina. Ele acabara de limpar o pênis com o papel, quando a Lílian pegou em sua mão para ver se ela estava molhada de esperma. Não estando, permitiu que ele a levasse à junção de suas coxas. Sua calcinha estava um pouco abaixada.

Mário parou de excitá-la. Como a moça estivesse sentindo frio nas pernas, fez com que as colocasse, sobre a coxa direita, entre as dele. Não demorou e voltaram a se beijar. Ela o incentivou a percorrer com os lábios seu pescoço e os seios. O rapaz aproximou-se mais da moça, tombando a coxa no espaço entre os bancos. A vista de suas coxas nuas o ia novamente excitando, e tirou o pênis, ainda mole. Em contato com a sua pele, logo endureceu, e o rapaz começou a direcioná-lo para a vagina. Facilitando, ela suspendeu a perna esquerda; a direita ainda estava entre as pernas dele. A glande alcançou a duras penas a junção das coxas. Aninhou-a sob o elástico da calcinha, junto à vagina. “Não, não!” recuou ela, fechando as coxas. Ele ainda tentou empurrar o pênis, mas não conseguiu. Então encarregou a moça de novamente masturbá-lo. O pênis estava agora à esquerda de suas coxas, que ainda se apoiavam nas dele. Ele excitava a vagina. Pouco depois ia ejacular e fez com que ela parasse um momento. Continuando, o pinto perdeu um pouco da rigidez. Depois de nova aproximação do clímax e nova interrupção momentânea, ele amoleceu. Mário voltou ao seu banco, fazendo a Lílian continuar o manuseio. Custou um pouco, mas ele voltou a enrijecer, e dessa vez o rapaz não se preocupou com o papel. Ao ejacular, afastou a mão da menina, recebendo a esperma na dele.

Mais tarde manifestou-se na Lílian uma forte dor de cabeça. A princípio, quando ela, quieta, emitia pequenos gemidos, ele pensou que fosse brincadeira; mas viu depois que não. Aconselhou-a a entrar e tomar um comprimido. Ela, porém, não quis; inclinou-se sobre o peito de Mário e acabou adormecendo. Ele também deu umas duas cochiladas. Quinze minutos depois, quando já era 1 e 30 da madrugada, se despediram. Ela disse que a cabeça melhorara um pouco e que ao entrar tomaria o comprimido.

*

Domingo. Moacir constatou que tinha muitas coisas a aprender com o Bruno, garoto de 23 anos. Pouco depois do almoço ele falava de suas namoradas e “pissos”. Na noite anterior pousara na casa da “Magrela”, faxineira do colégio. Disse que deu 3. A moreninha da farmácia, que ele namorava até há poucas semanas, ele também andava “comendo”.

— Cê vê — disse ele. — Essa eu não sabia que dava, mas foi indo, foi indo, até que comi. Quem descabaçou ela foi o Tércio.

O Bruno era adepto da seguinte regra social: o rapaz tem que forçar a namorada até ela abrir as pernas. Se o cara já gosta muito dela e ela for virgem, sai casamento; se essas duas condições não se verificarem ao mesmo tempo, nada feito. Contou o caso de uma menina que ele namorava em Santa Catarina, da qual já mostrara ao Mário uma foto, onde ela aparecia, com ele, numa festa. Namorou cerca de 3 anos, até que resolveu tentar. “Antes eu era muito novo, não tinha coragem.” Depois de um ataque cerrado, sem nada conseguir, como forma de protesto ele terminou o namoro. A sua conclusão foi que a menina, que até hoje ainda gosta dele, não era virgem. Essa, aliás, é uma com quem ele casaria, se a tivesse “comido” e “verificado” a sua virgindade. Sobre a menina da farmácia, garantiu que tinha um corpo macio e excitante; seria, contudo, muito “larga”. “O interessante é a gente tirar um sarro com ela e depois ir comer outra…”

Às duas horas Mário foi à casa da Lílian. Enquanto a Júlia e o Nélio lá estavam, ficaram na copa. Com a Lílian ele folheava uma revista, lendo um ou outro trecho. Quando o outro casal saiu, foram para a sala de estar, inicialmete no sofá que o outro casal tinha ocupado, e depois no sofá dos fundos. Ouviam música do tocadiscos.

Ali começaram com os jogos amorosos. Ela estava de “tomara-que-caia” e bustiê, de forma que facilmente ele libertava os seus seios. Por sob o vestido, alcançou também a sua vagina. Ela estava muito excitada. Num certo momento, ela procurou o pênis, ele o tirou e a masturbação começou; evitou, entretanto, ejacular. Mantinham-se sempre de sobreaviso, pois estavam também na casa, em outro cômodo, os dois irmãos da moça. Ainda assim se arriscaram. Em duas ocasiões o rapaz enfiou-se no meio de suas pernas, simulando o ato sexual. A calcinha e a roupa impediam, porém, o contato direto, e o perigo existente limitavam essas ações a não mais do que alguns segundos.

À noite foram ao cinema. Iria passar “O Emissário de Mackintosh”, de John Huston, e ele garantiu a todos que seria ótimo. O que ele sabia desse diretor era através de uma entrevista publicada há meses na revista Status. Gostara muito de suas ideias. Ao sairem do cinema, comentou com a Lílian:

— Não achei grande coisa, não…

— Eu também não — confirmou ela.

Pararam defronte à sua casa, e logo em seguida chegou o carro do Nélio. Lílian e Mário conversaram um pouco. Depois foi a vez das carícias. Ele estava com o propósito de não ejacular com a masturbação, pois iria tentar um contato direto entre os órgãos sexuais. O outro casal, entretanto, foi ficando no seu carro, contra, aliás, a “convicção” do Nélio. Por mais de meia hora a Lílian, com a mão, fazia subir e descer, rapidamente o couro do pênis. Por diversas vezes Mário chegou próximo do clímax, fazendo-a interromper por alguns segundos. Finalmente não segurou mais. Durante todo esse tempo ele também a excitava, nos seios e depois na vagina. Pareciam dois devassos, gemendo de prazer. É verdade que ele exagerava um pouco, e ela também. Quando ele limpou o membro, ela ficou séria; de sua vagina sumira a secreção. Mas logo em seguida se beijaram alegremente.

Cerca de 11 horas o Nélio foi embora. A Lílian apoiava-se no peito do rapaz e ele passeava os lábios por seu pescoço e pela face, perto da orelha. Isto pareceu deixá-la extraordinariamente excitada, como se estivesse a ponto de gozar. Continuaram por algum tempo.

Depois ela voltou ao seu banco e sentiu frio. Fez com que os joelhos se apoiassem no banco, na direção de Mário, num gesto inocente e provocativo. Como na noite anterior, ele se aproximou dela. Suas coxas ficaram em parte sobre as dele. Ele abaixou a calcinha e tirou o pênis. Por mais esforços que fizesse, a ponta da glande só por um segundo tocou a vagina. Nas posições em que estavam não dava certo. Se ela sentasse no colo de Mário ficaria muito exposta.; além disso, deveria estender as pernas na direção do outro banco, por cima das coxas dele. O pinto, por sua vez, só a custo ficava semi-rígido, logo voltando a adormecer. É que ele se excitara demais na primeira vez, e o intervalo de recuperação se mostrou insuficiente. Tentaram ainda uma porção de vezes, através de acomodações, e ainda assim não deu certo. Ele notou, durante as manobras, a alegria e o interesse da Lílian. É verdade que em certo momento ela se lembrou do “Não, não!”

Como era já meia-noite, resolveram sair. Próximo da área, de pé, ele suspendeu o vestido dela e tirou o pênis. “Não, Mário! Está muito tarde!” disse ela carinhosa e satisfeita.

*

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