19 – Melhor Entrosamento

Terça-feira. A Lílian já estava de férias escolares. À noite foram ao cinema assistir “Os Ritos Satânicos do Drácula”, filme inglês. Ao entrarem, Lílian quis sentar-se logo atrás de um casal de namorados. Como a cadeira fizesse barulho, levantaram-se; ela preferiu as cadeiras à frente do casal, apesar de estarem vagas as fileiras seguintes. Isto o deixou intrigado, mas nada comentou. “Vamos nos sentar nessas aí da frente” decidiu ele.

Pouco depois, já na semi-obscuridade, a garota demorou o olhar na direção de um rapaz que acabara de passar por eles, indo à frente. Mário perguntou-se: por que tanto interesse? Mas ela também deveria ter os seus ídolos inacessíveis. Uma vez, no início do ano, acabavam de sair do cinema, juntamente com a Júlia e o Nélio. Aproximou-se então o namorado da Clara, que trocou algumas palavras com o grupo. A Lílian mantinha-se afastada de Mário, estampando no rosto, entretanto, uma inocente fascinação pelo rapaz bonito.

Durante o filme, de início ela apoiava a cabeça no ombro de Mário, e os braços se enlaçavam. De vez em quando se beijavam rapidamente. A uma certa altura, porém, ela parecia incomodada, como se não estivessem fazendo o que se espera de um casal de namorados. Suspendeu o braço esquerdo do rapaz, querendo decerto que ele acariciasse o seu rosto. Como o movimento seria difícil e pouco natural, e como ela não o percebesse, ele se irritou. Frustrando o seu intento, ele fez a sua mão encontrar-se com a outra, entre os joelhos. Ela o encarou, desconfiada. Ele se manteve frio, daí por diante, sem tomar quaisquer iniciativas. Ademais, preocupou-se com o casal de trás: e se ela estivesse querendo impressionar alguém, à sua custa?

Ao pararem junto ao portão, ele estava ainda irritado, com ela e com o filme. “Mas que filme horrível!” comentou. Dai a alguns minutos fez um esforço e começou a acariciá-la enquanto se beijavam. Logo esqueceu tudo, pois excitava seus seios e ela manuseava o  pênis. Novamente procuraram posições para um contato sexual, e novamente viram seus esforços frustrados. A Lílian estava muito alegre e sua vagina secretava copiosamente. Na rua passava gente, e em duas ocasiões é possível que tenham percebido as ações dos namorados. Cansado de tentar, com o pênis já perdendo um pouco da rigidez, ele propôs sairem um pouco. Junto à varanda abriu a braguilha. Fez com que ela subisse no baixo degrau, acertando assim a altura dos órgãos sexuais. O membro desta vez alojou-se entre as suas coxas, junto à vagina. A Lílian vibrava, mas depois de uns 15 segundos afastou seus quadris: “Não, Mário!” Um carro dobrava a esquina, iluminando-os; ele já guardara o pênis, porém, e a saia voltara à posição normal.

*

Quarta-feira. Chegou lá às 7 e meia e entrou com Lílian na sala de estar. Só a irmã Júlia e o pai estavam em casa, e pouco depois a Júlia saiu com umas colegas. Surgiu a ideia de irem ao parque de diversões, mas Lílian propôs que adiassem a visita para a noite seguinte, já que sua mãe ameaçara trancar as portas se visse “alguém” namorando fora de casa.

Ali ficaram por mais de 2 horas. Ouviam música e conversavam. Os beijos e as carícias apareciam com parcimônia, pois o lugar era vulnerável com a porta ali ao lado. Mas estavam contentes assim. Numa certa hora ela se estendeu no sofá, só as pernas conservando a posição vertical. O corpo de Mário acompanhou o seu, e a cabeça dele ficou junto aos seios de Lílian e apoiada em seu ombro.

Houve mais tarde uma rusga. A carteira de documentos estava sobre a mesinha e Lílian a pegou:

— Que carteira bonita!

— Também acho; só não te dou porque preciso dela e você não precisa…

— Quem disse que eu não preciso?! Ah, é da Innigo ! Fazendo média, é?

— Média nada. No fim do ano levaram um monte assim lá na firma. Todos os funcionários receberam…

— Ah, eu vou pedir uma pro Homero. Ele me deve favores…

— Que espécie de favores?! — disse ele, brincando mas, ao terminar, já preocupado.

— Nossa, você leva tudo a mal. Ele é casado, viu?

— Melhor ainda, ué! É assim que as meninas gostam…

Ela explicou:

— Eu apenas bato umas guias que ele leva todo começo de mês a Cachoeiras…

— E ele não está ganhando para fazer o serviço?

— Ah, Mário, você vai começar de novo? — disse ela desconsolada.

— Eu apenas estou estranhando. — falou ele — Quanta gentileza!…

Ele não escondia o seu desapontamento.

— Mário, não é só para ele que eu bato essas guias. Também pro rapaz do armazém, e pro Chico…

— Interessante. Você é tão gentil com esses caras, e no entanto, até há alguns dias me tratava mal no escritório. Tanto que eu sempre achei melhor ir falar diretamente com a Solange…

— Mário! — pediu ela — Não fica assim! Eu não gosto de ver você assim!…

— É… — suspirou — O negócio é não ligar. Eu estou apenas namorando… não sou o seu noivo…  não vou casar com você…

— Para com isso, Mário!…

Ele fez um esforço e parou. Não demorou e se beijavam. Ela acomodou-se num canto do sofá, a salvo dos olhares de quem passasse pela copa. Ele começou a acariciar seus seios e ela, espontaneamente, procurou a virilha do rapaz, por sobre o tecido esfregando-a e apertando-a com os dedos. Daí a pouco chegaram a Júlia e o Nélio, instalando-se no outro sofá.

Enquanto estivera entretida com fazê-lo esquecer a mágoa, a Lílian estava bem. Mas depois que o outro casal chegou, lágrimas silenciosas desceram de seus olhos, numa reação tardia à “profissão de fé” do rapaz. Mas isto também passou. Ficaram ali mais de 1 hora, quase que se limitando aos beijos. Certo momento a Lílian pegou uma almofada e colocou-a entre eles, permitindo então que o rapaz lhe apertasse os seios, por sobre a blusa.

Às 10 e 15 ele disse que ia embora. Sairam para a varanda e se abraçaram, agora livremente. “Que frio!” reclamou a Lílian, puxando-o para um lugar ao abrigo do vento e da luz da copa. Ambos estavam excitados e ele propôs sairem um pouco.

Junto ao portão, mas do lado de dentro, aprofundaram as carícias. Ele ergueu o vestido dela e abriu a braguilha; a calcinha foi abaixada e o pênis procurou a vagina. As coxas da Lílian permaneceram porém fechadas, de modo que a glande só conheceu a fronteira norte do outro órgão sexual. Insistiu várias vezes, e também várias vezes interrompeu, ou porque na esquina passava um carro, ou por causa da posição incômoda (ele tinha de abaixar o corpo uns 10 centímetros). A Lílian se apoiava na cerca. Em certo momento ouviram um barulho na sala e pararam de vez. Daí a instantes apareceram a Júlia e o Nélio. Eram 10 e 45 quando se despediram.

*

Quinta-feira.

— Você notou que eu estou diferente hoje? — perguntou ela depois de se beijarem.

Lílian estava mesmo tristonha. Mário quis saber o que acontecera, mas ela se mantinha calada. Veio-lhe então algumas lágrimas.

— Vamos lá fora? — convidou ele.

Junto ao portão, ela finalmente desabafou:

— Eu não aguento mais esta casa, Mário!

Contou que também nesse dia a sua mãe estivera ausente na hora de fazer o almoço e a janta.

— Você não comeu nada, hoje?

— Eu comi um sanduíche; meu pai não sei como se virou.

— Pô, e com isso você fica outra vez se alimentando mal. Daqui a alguns dias estará com afta de novo!

— Pra você ver, Mário: nosso quarto faz três dias que está sem arrumar…

— Nem a cama? — perguntou ele.

— Nem a cama.

— Ué, Li! Por que você não arruma a tua quando se levanta?

— Ah, Mário! Eu preciso trabalhar!…

— Mas daria tempo, Li. É só um minutinho!…

Ela não replicou.

— Não sei, Mário. Tem hora que eu tenho vontade de sumir desta casa. Não suporto mais a minha mãe!..

— Olha, Li, eu acho que você não deve ligar tanto pra isso. Está vendo? Você só consegue ficar com dor de cabeça. Não adianta querer corrigir a sua mãe; você não vê seu pai? O jeito é a gente se adaptar. Se eu fosse você eu chegava do escritório e fazia comida. Mas só para você e seu pai; nem um tiquinho a mais…

— É, eu gostaria de ter essa visão das coisas…

— Infelizmente eu ainda não pratico essa visão-das-coisas; mas estou me esforçando para adotá-la…

E mudando de assunto:

— Mas nós vamos ao parque, não vamos?

Ela disse que não podia:

— Minha mãe me proibiu de sair…

— Essa não! — disse ele. — Primeiro faz greve e depois ainda fica brava com você?!…

Mas surgiu-lhe uma dúvida:

— Ela proibiu mesmo, ou é você que não quer ir?

— Ela proibiu, sim!

— Posso perguntar pra ela?

— Pode perguntar. — respondeu ela com convicção.

Ele se deu por satisfeito.

Ficaram namorando nas incômodas cadeiras da varanda. Conversaram muito, limitando-se a beijos e carícias ocasionais. Cerca de 9 e meia Dona Luci pediu licença pra fechar a porta (ia ensaiar a sós uns passos de dança folclórica), abrindo porém a janela. A lâmpada da sala providencialmente queimara pouco antes.

Concentraram-se então nas carícias. Depois de uns 20 minutos Mário levantou-se e puxou a Lílian. Abaixou um pouco as calças e a calcinha dela, e o pênis procurou a vagina. A princípio as coxas mantinham-se juntas, mas ela abriu um pouco e o membro se alojou naquele espaço. Ele movimentava seus quadris para a frente e para trás, e foi muito bom. Chegou a se espantar: “Ué, será que estou metendo?! Mas foi tão fácil entrar!…” Levou os dedos por trás das nádegas da menina,  e constatou que as coxas é que comprimiam maciamente o seu membro.

Ela afastou o corpo, mas logo depois repetiam o contato, que demorou mais. Desta vez ela acabou fazendo caretas, pedindo que ele parasse. Ele ainda continuou um pouco e depois concordou. Aí se pôs a excitar a vagina com a mão, enquanto ela fazia o mesmo com o pênis. “Vamos sentar?” propôs ele. Ali ela o masturbou até a ejaculação. Depois foi a vez dele: desabotoou completamente a sua blusa, levantou o sutiã e por um bom período ficou acariciando seus seios, a barriga, o rosto e o pescoço, com as mãos, os lábios e a língua.

— Mário! — disse ela carinhosamente. — Já está tarde. Amanhã preciso trabalhar!

Foram até o portão.

— Amanhã você vem?

— Claro que sim! — respondeu ele.

— Você não vai enjoar de mim?

— Não tem perigo! E você, vai enjoar de mim?

— Também não! — disse ela, feliz.

*

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