20 – Riscos e Dores de Cabeça

Sexta-feira. Sete e meia: na casa só estavam o pai da Lílian e a Júlia, e esta logo saiu. A moça reclamou do frio e Mário propôs:

— Vamos namorar na sala?

— Está toda suja, Mário!…

Ficaram então na varanda.

8 horas. Entre a varanda e o portão, os dois se abraçavam ardorosamente. Por sob o tecido da calça, o pênis do rapaz endurecera.

— Que friiiiiiio! — reclamava ela.

— Vamos entrar, então?

— Vamos.

— Na sala?

— Ah, lá tá sujo, né?

Dirigiram-se ao carro.

— Minha mãe não está vendo, mesmo!…

8 e 45.

— Outro dia fiquei muito tempo excitado, e quando ejaculei senti uma dorzinha. Não é bem uma dor, é uma espécie de mal estar…

— E quem te deixou excitado? — perguntou ela brincando.

— Claro que foi você. Você é que ficou mexendo no pinto…

E concluiu:

— Porisso hoje vou fazer diferente.

Ele já estivera próximo da ejaculação por duas vezes, e daí a pouco um novo clímax se aproximou. Fez então a Lílian interromper e guardou o membro.

9 e meia. Ele estivera concentrado em excitar a Lílian. Suas mãos percorriam os seios nus, o púbis e a vagina igualmente descobertos.

— Nove e meia! — comentou ele. — A que horas a sua mãe vai chegar?

— Não sei. Tomara que demore bastante.

— Eu gostaria que chegasse logo e fechasse a porta.

— Por que?

— Ué, assim a gente podia ficar de pé, sossegados…

Ela abaixou a blusa mas, conservando as outras partes descobertas, trouxe o corpo até ele, de frente, esforçando-se para por sua vagina ao alcance do pênis. Fazendo esse movimento, ela ficara muito exposta. Ele procurava acomodar o seu corpo debaixo do dela, mas havia sempre uma coxa entre duas, de forma que o pênis não encontrava o caminho. Ela estava muito excitada, mas tiveram de parar.

— Vamos lá pra fora?

Ela concordou e os dois se recompuseram.

Entre a varanda e o portão os dois corpos se comprimiam. Ele abaixou um pouco as calças dela e começaram nova tentativa. Uma vez deu certo e o pênis ficou seguro entre as coxas da menina. Ele movimentou seus quadris para baixo e para a frente e ela, surpreendendo-o, acompanhava com o seu corpo esses movimentos. Logo interromperam, pois passava gente. Quando iam recomeçar, ouviram vozes na rua. A Lílian sentia frio, e ele pedia apenas mais alguns momentos, abaixando as calças dela mais uma vez. Um carro preparava-se para dobrar a esquina. “Acho que é a minha mãe, Mário!” Ela suspendeu as calças rapidamente. O veículo de fato estacionou na frente do carro de Mário; os dois já estavam, porém, recompostos. “Que susto que eu levei!” disse ela, depois que a sua mãe passou por eles.

Voltaram ao carro e Lílian o masturbou até a ejaculação.

11 e meia. Manifestou-se nela uma forte dor de cabeça. Ainda assim ela preferiu ficar com o rapaz mais meia hora. “Mário, aperta aqui.” Ele apertou fortemente, com os dedos, um ponto no início do nariz, entre os olhos. Fez o mesmo, depois, um pouco acima, na testa. “Que dor!” queixou-se ela.

*

Sábado. Até 10 e 15 ficaram jogando cartas com a Júlia, a Dayse e o Nélio. Mordiscavam bolachinhas e tomavam chá.

Terminadas as partidas de canastra, o rapaz convidou Lílian para irem ao carro, já que a sua mãe ocupara a sala ensaiando passos de dança. A Júlia e o Nélio também saíram, procurando o outro carro.

— Ainda está com dor de cabeça? — perguntou Mário.

— Um pouco. — disse ela. — Mas logo passa.

De início ela estava pouco animada; cruzou os braços, correspondendo mornamente aos beijos do rapaz. Ele acariciou de passagem os seus seios e o púbis, sem insistir.

Alguns minutos depois ela decidiu-se, e então ele procurou os seus seios, subindo a blusa e liberando-os do sutiã. Esperava que ela também o excitasse, mas ao invés disso acomodou-se, pousando a cabeça no colo do rapaz. Os cinquenta minutos seguintes ele passou excitando-lhe os seios e a vagina. Sua calcinha estava abaixada e a saia suspendida. Em determinados momentos ela parecia próxima do orgasmo; de qualquer forma, ficou bastante excitada. A uma certa altura, surpreendentemente levou as mãos até as orelhas de Mário, percorrendo seu interior com os dedos. Supunha decerto que isso pudesse excitá-lo.

Passado algum tempo, ainda deitada no colo do rapaz, Lílian procurou o pênis. Tirou-o para fora e, endireitando-se um pouco, pôs-se a manuseá-lo. Mário custava a ejacular e perguntou: “Está cansada?” Ela negou. “Vamos lá pra fora um pouquinho?” — “Está frio, Mário!” O rapaz fez então um esforço e ejaculou. Eram 11 e meia.

A dor de cabeça da menina voltou a manifestar-se, forte. Ela pediu que ele apertasse no ponto entre os olhos: “Parece que alivia um pouco…” Não adiantou muito, e como ela choramingasse, mandou-a deitar no seu colo, procurando dormir. Ela seguiu o conselho e assim ficaram por algum tempo. Ele também deu cochiladas. Quando ela abriu os olhos  Mário perguntou:

— Dormiu?

— Cochilei um pouco… — respondeu agradecida.

— Como está a cabeça?

— Melhorou…

Olharam o relógio e passava já da meia-noite. “Mário, acho que vou entrar…”

Saíram do carro, e ele desejava tentar um contato sexual; entretanto, não se manifestou. No lugar de costume, entre o portão e a varanda, ela parou e os dois se abraçaram. Mário então sentiu que com o seu púbis ela pressionava o pênis, num claro convite. Ele tirou o membro, abaixando um pouco a calcinha. Alojou o pênis entre as coxas da moça e começou a movimentá-lo. Passava gente na rua e interromperam, retomando logo depois o contato. Desta vez ficaram cerca de 1 minuto. De repente, porém, a Lílian procurava impedir os movimentos do rapaz, dizendo: “Mário, está passando gente!” Ele disfarçou, então, tirando o pênis mas conservando-o junto a ela, como se apenas se abraçassem.

— Eles viram! — disse ela, assustada.

— Não viram não, Lílian. A gente parou logo…

— Tenho certeza que eles viram! — disse convicta. — Mário, eu estou com medo…

— Não tem perigo! — garantiu ele, levando o pênis novamente às suas coxas.

Passaram-se uns 15 segundos e ela insistiu:

— Chega, Mário! Eu estou com medo!…

— Só mais um pouquinho! — pediu ele.

— Você me leva até a cozinha? — cochichou ela, carinhosa.

— Levo!

Enquanto andavam ele procurou tranquilizá-la:

— Li, quem passa na rua não está de sobreaviso. Eles não perceberam nada; a gente parou logo!

Ela não pareceu convencida, mas não insistiu.

— Mário, a gente está se arriscando muito!

Ele achou uma justificativa:

— Que que a gente vai fazer?!…

*

Dias atrás ele pedira novamente a Lílian que o ensinasse a dançar.

— Que dia você quer começar? — perguntou alegre.

— Eu venho aqui domingo à tarde.

— Ah, Mário! Domingo não dá!

— Por que?

— Aquela porcaria de clube, outra vez. Domingo vai ser a inauguração.

— Mas à noite a gente vai se ver, não vai?

— Claro, bobinho!

Como Lílian não o convidara para a inauguração do clube, no dia seguinte, à noite, Mário resolveu provocar um convite.

— Li, você gosta de mim?

— Claro que gosto! — respondeu ela sorrindo e abraçando-o.

— No entanto você não quer ficar comigo domingo à tarde… Prefere ir não sei aonde…

— Não é que eu prefiro, Mário. Eu não tenho escolha! Toda a minha família vai lá. Além disso, minha mãe e a Júlia vão participar das danças folclóricas…

— Bom — brincou ele. — Nesse caso você está dispensada.

— Você não quer ir comigo? – propôs ela, carinhosa.

— Ah, Li! Eu não vou, não. Eu não gosto de ficar no meio de muita gente. Ou melhor, eu gosto, mas depende do dia…

— E como é que você sabe que domingo não é esse dia?!

*

Domingo à tarde, ao voltar da marmiteira, Mário resolveu passar pelo clube. A Júlia e o Nélio estavam na entrada, e o rapaz perguntou pela Lílian.

— Ela está aí dentro, Mário. Vai lá! — disse a Júlia.

— Ah! Deve estar lá no meio. Não vou, não. Só queria saber se ela ainda estava aqui.

— Olha, ela está naquela janela. Vai pelo lado de fora!

Ele foi, e pouco depois a Lílian saía para encontrá-lo.

— Você vai demorar para ir embora? — perguntou ele.

— Acho que não, Mário. Deve estar para acabar. Fica comigo!…

— Não posso. Estou com as marmitas. Bom, às 7 e meia vou passar pela sua casa. Se você não estiver lá, eu venho aqui, tá?

— Você vem mesmo? — disse ela, acariciando o rosto do rapaz.

— Venho!

Às 7 e meia estavam novamente juntos. O show anterior chegara ao fim, houvera depois um jantar e já tinha começado uma nova série de apresentações. Sentaram-se na última fileira. Havia sketches e danças, intercalados. Mário estava alegre e quase perfeitamente à vontade. Lílian, por sua vez, estava bastante crítica em relação ao programa. “Que dor de barriga!” comentou, quando da apresentação de um cantor local.

Em certos momentos ela virava o rosto para o lado direito, detendo-se a olhar. Mário sentiu ciúmes, mas procurou afastá-los. Naquela direção não viu ninguém que a Lílian pudesse paquerar. Por via das dúvidas, olhou também, por sua vez, para o lado esquerdo e para alguma menina.

A Lílian não estava interessada no espetáculo e a certa altura quis sair. Eram 10 e meia e saíram.

No carro, defronte à sua casa, então deserta, os dois se acariciavam. Excitado, ele propôs descerem, mas ela não concordou, alegando que estava com as pernas doloridas. De fato, estivera o dia todo no clube, ajudando no preparo e depois atendendo ao público durante as refeições. Negando uma coisa, entretanto, quis ela compensar com outra. Com a calcinha abaixada ela jogou-se sobre ele e tentaram uma aproximação sexual. Ele ficou praticamente no espaço entre os dois bancos, enquanto ela se estendia sobre o colo dele e o banco da esquerda, de bruços. O membro ficou entre suas coxas e ele pressionava a glande contra a parte superior da vagina. Não chegou a alcançar a cavidade genital. Para isso a menina precisaria levar o corpo ainda à frente, o que só seria possível abrindo a porta do carro ou no caso dela suspender o busto, ficando numa posição incômoda e exposta. Essas excitações demoraram uns 10 minutos, depois das quais ela fez o namorado ejacular.

Nessa noite ele praticamente não acariciou os seios dela, que estavam doloridos.

— Foi por causa de ontem? — perguntou ele.

— Foi por causa de todos esses dias… — disse ela sorrindo.

Ele se concentrou, portanto, em sua vagina.

Cerca de 11 e meia chegaram a Júlia e o Nélio, e logo depois os membros restantes da família. A Lílian voltou a queixar-se de frio e ele a cobriu com o blaser.

— Poxa! — disse ele — Você deve estar com maleita!

— Me abraça, Mário? — pediu ela, em tom brincalhonamente choramingas.

Exagerando, ele meteu o joelho entre os dela e apertou-a contra si. Ela riu. Tentou abraçá-la de outra forma mas não deu, pois ela permanecia encostada no banco, junto à porta.

— Pra te abraçar onde você está, só se eu fosse de borracha! — garantiu ele.

Ela choramingou novamente:

— Ah, Mário!

Ele então apoiou a cabeça em seu peito, levemente, mas ela se queixou. Com isso voltou ao seu lugar, sem fazer novas tentativas.

Pouco depois, entediado e com sono, ele propôs encerrarem o encontro.

— É assim que você gosta de mim? — recriminou ela.

— Eu gostaria de ficar mais com você, Li. Por mim ficava até as 6 da manhã. Mas amanhã você precisa ir cedo trabalhar. Eu, não; eu posso levantar às 8, 9 horas…

— Nossa, que pressa de ir embora!

— Não é pressa, Li. A gente sempre se despediu nessa hora, nos domingos…

Achando que acabara o ressentimento, ele perguntou se se veriam no dia seguinte.

— Não sei… — disse ela.

— Ah, Li! Você ainda está com raiva de mim?

Ela ia abrir a porta do carro, mas ele segurou a sua mão.

— Fica mais um pouco. Eu não estou com pressa…

A Lílian pareceu concordar e se beijaram. Sua mão, sem que ele a estimulasse, desceu até o pênis, acariciando-o suavemente. Começando a se excitar, ele procurou a vagina enfiando a mão por sob a saia. Ela porém cruzou os braços de repente e permaneceu fria.

— Que foi, Li?

— Vou sair…

— Está cedo, ainda!…

— É, agora você acha que está cedo, né? — acusou ela.

— Por que eu acho que está cedo? Só porque você acariciou o meu pinto? — retrucou ele.

Afinal voltaram às boas e se despediram.

*

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