21 – Loucas Carícias

Segunda-feira. Mário decidiu chegar atrasado ao encontro das 7 e meia. Chegou às 8 e 10, e quem o atendeu foi a Júlia.

— Acho que ela está dormindo, Mário. Vou ver.

— Deixa, Júlia!

Logo em seguida, contudo, Júlia voltava:

— Ela está dormindo mesmo, Mário. Chamei ela e ela só resmungou.

— Tá legal, Júlia. Tiau!

*

Terça-feira. Mário chegou à casa de Lílian novamente atrasado (mas apenas 15 minutos). Ao contrário do que esperava, ela apareceu alegre e carinhosa. Explicou ao rapaz que na segunda-feira deitara-se logo ao voltar do trabalho, às 5 horas; não teria sido, portanto, reação ao atraso do rapaz. Apesar do desmentido, ele ficou um bom tempo amuado. Ela fez tentativas para o reanimar, mas deu poucos resultados. Estavam no sofá da sala e ele a convidou para sair. Na varanda, de repente, disse a ela:

— Eu vou embora; você se importa?

Ela respondeu secamente:

— Não, eu não me importo!…

Ele desceu os degraus da varanda e ficou olhando as estrelas, indeciso. Os olhos da Lílian ficaram marejados de lágrimas.

— Tiau! — disse ele, procurando beijá-la.

Ela virou o rosto.

Daí a pouco estavam no portão, e novamente ele quis dar-lhe um beijo de despedida. Ela não deixou. O amuo foi cedendo; como os lábios da moça lhe fugiam, Mário abraçou-a e tentava acariciar a sua vagina, levantando o vestido. Ela afastava a mão: “Para!” Ele fez nova tentativa, convidando-a a entrar no carro, mas só conseguiu que ela o fitasse com olhos acusadores. Continuou provocando-a. Em certo momento quase deixou escapar o riso, pois se divertia com o amuo reflexo da garota.

Mais algum tempo e ela concordou em entrar no carro. Lá dentro ainda não aceitava as carícias, e para irritá-la ainda mais ele pegou a mão dela e colocou-a sobre o seu pênis. Ela o repeliu, sem muita convicção. Na terceira tentativa, com o membro já de fora, ele disse num tom cômico:

— Ah, Lizinha, acaricia meu pintinho!

Ela não pode segurar o riso e o abraçou:

— Mário, eu gosto tanto de você!

— Será que é verdade? — ele brincou.

O pênis continuava duro, à espera da masturbação. Ela queria, antes, saber o que o deixara magoado no domingo. “Depois eu conto, tá?” Ela concordou e concentrou-se na masturbação, enquanto ele acariciava seus seios e a vagina. Ele ejaculou.

Mais tarde explicou-lhe o que ela pedira e logo prosseguiu acariciando-a. Lílian se deitara no colo do rapaz. Meia hora depois a garota levantou-se e novamente procurou o pênis. Nessa segunda masturbação o pênis não se comportou bem, demorando a ejacular.

*

Quarta-feira. Sua mãe viajara, a Júlia saíra, seu pai e os seus irmãos estavam em outro compartimento. Namoraram na sala, no sofá dos fundos. Ali ficaram se excitando, sempre de olho na porta. A Lílian estava muito empolgada. Ele chegou a tirar a sua calcinha, tentando um início de penetração. Ela permanecia semideitada, com os pés no chão, e ele se ajoelhou entre as suas coxas. A vagina, entretanto, estava além da beirada do sofá, e o pênis não a podia alcançar. Mário puxou o corpo de Lílian, mas ela resistiu naquela posição.

Por volta das 11 e meia foram até a varanda. Estavam de pé e o degrau ajustava a altura dos órgãos sexuais. Mas sempre tinham que interromper, pois passava gente ou carro.

Uns 30 minutos antes de se despedirem foram para o carro e a moça o fez ejacular. Em seguida, como estivesse com dor de cabeça, ela dormitou um pouco em seu colo.

— A gente se vê amanhã? — perguntou ela na despedida.

— Amanhã eu queria te dar uma folga… — respondeu ele. — Vamos fazer assim: se passar um filme bom eu venho te convidar, tá?

Ela concordou.

*

Quinta-feira. À noite, Mário não pretendia sair. Iria ligar o rádio na JB e ler os últimos capítulos de “A Maldição do Espelho”, obra de Agatha Christie onde pontificava a adorável personagem Miss Marple. Cerca de 7 horas, porém, instalaram-se na sala da República, bem na porta do quarto de Mário, Lúcio, o Engenheiro e outro cara. Para quem estava de cabeça cheia, as conversas que iam se desenrolando entre copos de uísque não eram de molde a levantar o moral. Além disso, o tocafitas do carro do Lúcio estava no último volume. Olhou o relógio, a uma certa altura, e viu que faltavam 5 minutos para as 8. Resolveu ir ao cinema.

Passou pela casa da Lílian e foram assistir “Uma vez só é pouco”, que acharam um bom filme, mas sem o erotismo que o nome sugere.

Na volta, no carro, logo a Lílian procurou o pênis do rapaz. Insatisfeito com esse hábito que ia adquirindo, ele não pretendia nessa noite ejacular; seria uma noite limpa. Os seios da Lílian se apresentavam nus, e a sua calcinha estava próxima dos joelhos. Num certo momento, para excitá-la melhor, ele inclinou-se um pouco mais na direção das coxas da menina. Com a proximidade, teve vontade de beijar a pele macia e cheirosa da sua barriga. No princípio hesitou, mas acabou aproximando seus lábios. Em seguida deve ter pensado: “Por que não também a região que limita com os primeiros pelos do seu púbis?” A boca desceu até lá. “Por que não…?” Beijou o púbis. Outro porquenão e com os dedos abriu um pouco a parte superior da abertura vaginal, fazendo sua língua alojar-se ali. Isto durou apenas alguns momentos e voltou à excitação com os dedos.

Logo em seguida, entretanto, não resistiu e de novo procurou a vagina. A língua repetia o trabalho anterior. Ele abriu suas coxas e avançou o rosto para dentro, os lábios chupando o clitóris. Ela levantou as coxas, excitadíssima, pressionando-as contra o rosto do rapaz. Os dedos, avançando por trás da coxa esquerda, descobriram que a parte principal da vagina se abrira como uma flor. Passaram-se assim uns trinta segundos.

Enquanto o rapaz se concentrava na vagina, o pênis amolecera. O moço então voltou a recostar-se e encarregou Lílian da reanimação. A garota agora tinha o rosto aninhado a poucos centímetros do membro e Mário tentou chegá-lo à sua boca. Ela não aceitou e ele não insistiu. Ele não tinha levado papel higiênico, mas decidiu ejacular assim mesmo, fazendo-a levantar-se do colo. Quando chegou ao orgasmo, a esperma espirrou na camisa e no braço, escorrendo um pouco pela mão da Lílian. Ela a mantinha afastada do corpo, com os dedos abertos. O rapaz os limpou com a flanela do portaluvas.

Depois disso a Lílian ficou muito séria e quase chorou.

Despediram-se à meia-noite e pouco.

*

Sexta-feira. Quando o rapaz chegou, às sete e meia, ela parecia chocada com os fatos da noite anterior. Mesmo no carro, nos primeiros momentos manteve-se com os braços cruzados, como quem temesse uma repetição. Daí a pouco, entretanto, Mário começou a acariciá-la e o gelo derreteu. Num determinado momento ela segurou a cabeça dele e a empurrou levemente na direção da vagina. Pedia ostensivamente que mais uma vez ele ali metesse a boca. E ele meteu, com prazer.

*

Sábado.

— Li, eu queria fazer amor com você.

Ela nada respondeu.

— Li, eu quero uma resposta: sim ou não?

Ela continuou calada. Depois de algum tempo e novas insistências, ela falou:

— Você sabe que eu não posso, Mário!

— Claro que não pode! — retrucou ele, decepcionado. — Você precisa guardar a sua virgindade para algum madeireiro! Faz muito bem!

E ela:

— Agora você vem com essa história de madeireiro!…

— Ué, você estava apaixonada pelo Sérgio, não estava? Pra ele você daria, não daria? Se é que não deu…

— Mário, para com isso!

Ele então alinhou argumentos contra a virgindade.

— Sinceramente — disse depois. — Eu gostaria de pensar como muita gente. A mulher casa virgem, então tudo vai dar certo: vão viver no paraíso, ela nunca vai botar chifre no marido… Infelizmente, não acredito nisso. Casar com você eu não vou mesmo, Lílian; não sou doido. Você não está apaixonada por mim, e nem eu por você…

Após uma pausa, prosseguiu:

— Pelo menos sou sincero, não é? Quero te comer; mas não prometo nada.

*

Domingo. Mário chegou na casa às 8 horas. Não estava de bom ânimo: se não se amavam, se não faziam uma vida social, por que continuar namorando? Só por causa das masturbações? Esteve mais uma vez disposto a terminar. Depois do “oi” abraçou a menina, sem entusiasmo e sem beijá-la. Estava amuado e assim continuou. A Lílian perguntou o que ele tinha, por que estava “com essa cara”, mas ele nada respondia de concreto:

— Não tenho nada; e não estou com raiva de você…

Às nove horas, na varanda, ele falou:

— Não estou bom, hoje; você se importa se eu for embora?

Ela não respondeu.

— Amanhã a gente se vê? — insistiu.

— Não! — disse ela secamente.

— Então você não quer me ver amanhã? Tá legal. Tiau!…

Deu um passo, mas antes do segundo ela o segurou pelo braço e ele parou. Ela pediu:

— Eu não quero que você vá!…

Sem entusiasmo, ele abaixou a cabeça, repousando-a no ombro da garota.

Foram ao carro, e começaram a se acariciar.

Ela o masturbava; ele desceu as calças e a calcinha dela e perguntou-se se devia ou não levar a boca até a vagina. Finalmente se decidiu. Por causa da calça que a impedia de abrir mais as coxas, a língua do rapaz só percorreu o extremo norte da abertura e durante poucos segundos. A Lílian não estava excitada. Depois dele ejacular ela se recompôs e o desinteresse do rapaz voltou.

Lá pelas dez e meia ele falou:

— Li, estou com um sono danado; vou embora…

E em seguida:

— Calce as luvas; eu te levo até o portão.

Ela permaneceu com os braços cruzados. Os noventa minutos seguintes ele os passou tentando fazê-la sair do carro: pediu-lhe mansamente, mandou-a “calçar logo as malditas dessas luvas”, ligou o tocafitas com raiva, ignorou completamente as suas lágrimas, saiu do carro, abriu a porta de Lílian e depois a fechou, batendo. Nada deu certo. Resolveu então ficar com ela no carro. Quando ele ia começar a acariciá-la, ela, percebendo sua intenção, prendeu-lhe o braço. Travaram uma pequena luta, que ele não ganhou…

Então o rapaz resolveu exagerar ao máximo a tática da provocação:

— Se eu não for embora vou te fazer chupar meu pau!

Nem isso a demoveu:

— Você não vai embora! — garantiu.

Ele tentou então trazer a cabeça da garota até o seu colo, sem resultado.

— Você não vai fazer eu chupar seu pau, Mário!…

Mas depois seu corpo amoleceu um pouco e então ele conseguiu que ela deitasse em seu colo. Tentou em seguida virar o rosto dela e não conseguiu. De repente, porém, ela o virou espontaneamente e ele aproveitou para pressionar um lado da glande contra os seus lábios. Depois disto ela se levantou e começaram a se excitar. Com a mão ele procurou de novo a vagina e em seguida, bem excitado, pediu à moça que abaixasse a cabeça até o seu colo.

Ele percebeu que o pênis estava na boca da garota e persistiu estimulando a vagina, agora com o braço direito passando por trás das costas dela. Mas os lábios dela mantinham-se muito abertos e a glande só roçava nos dentes. Continuaram com esses jogos, ele com a vagina e ela com o pênis. Finalmente a glande já roçava de leve nos seus lábios quando ele a fazia entrar e sair da boca. Por fim ela levantou o tronco, masturbou-o e ele ejaculou. Ela estava pouco excitada. Despediram-se quase às duas horas.

— Amanhã a gente se vê? — perguntou ele.

— Claro que sim! — respondeu ela. E pediu, carinhosa:

— Amanhã você não vai estar bravo de novo comigo, vai?

*

Domingo. Assistiram a um western-spaghetti, “Carambola”. Foi pelo menos divertido, e gostaram. Na saída um pequeno detalhe chamou a atenção de Mário por alguns segundos: a Lílian, puxando-o pela mão, não estava com pressa demais para afastar-se das pessoas que se aglomeravam ali na frente do cinema?

Ficaram depois namorando no carro, defronte à casa.

*

Segunda-feira. Ficaram na sala da casa, no primeiro sofá. A Lílian estava menstruada, e ele apenas acariciava levemente os seus seios.

Numa certa altura ele colocou o pênis junto da sua boca e ela deixou entrar a glande. Os lábios e a língua evitavam porém o contato.

Depois estenderam-se no sofá, de comprido, acomodando seus corpos. A Lílian acabou por ficar sobre ele, com suas pernas envolvendo as do rapaz. Essa posição a deixou muito excitada; pressionava seu púbis contra o dele, e ele fazia o movimento contrário. “Eu te quero!” sussurrou ele ao ouvido da moça. Depois disso ela o fez ejacular e se despediram.

*

Terça-feira. No sofá, depois que os outros se recolheram, ficaram se excitando. A uma certa altura ele estava estendido num lado do sofá e a Lílian sentada no outro lado. “Eu queria deitar no seu colo…” pediu ela timidamente. Ele quis se levantar, mas foi impedido. Percebeu então que ela queria repetir as posições da noite anterior. Desta vez ela fez movimentos mais vigorosos, como os de uma mulher experiente. Mas havia entre os órgãos sexuais as calças jeans…

Antes de sair (eram já 11 e meia), ele pediu e ela o masturbou.

*

Quinta-feira. Lílian já não estava menstruada. No sofá da sala, depois que os outros se recolheram, os dois começaram a se excitar. Ela estava de saia e Mário logo tirou a sua calcinha, tentando o coito. Na primeira vez a sua posição não permitiu que ele se acomodasse: ela apoiava uma nádega no assento e a outra no encosto do sofá. Quando as posições melhoraram, o pênis já havia amolecido, e assim continuou, mesmo no precário contato com a vagina.

Nas tentativas seguintes ele fez a menina manusear seu pênis até ele endurecer, mas ao passá-lo às fronteiras da vagina ele já estava de novo mole. Irritou-se: “Deve ser a emoção, Li…” Havia também, é claro, o perigo de alguém aparecer de chofre na sala. Em certo momento, depois de nova e frustrada tentativa, e como que para compensar a frustração do rapaz, a garota procurou com a boca o seu pênis. Mas logo substituiu essa ação pelo manuseio e, enquanto ele excitava a vagina, a esperma jorrou.

*

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